ACM quer presidência da CCJ

O ex-presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), poderá disputar o cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é considerada a mais estratégica no Senado pelo fato de filtrar os projetos em tramitação na Casa. ACM, no entanto, terá de superar alguns obstáculos. Além da vaga estar sendo pleiteada pelo senador do PFL Bernardo Cabral (AM) e pelo PMDB, ACM, que vem fazendo duras críticas ao presidente Fernando Henrique Cardoso, teria de acabar com as resistências na base governista garantindo que não criaria problemas ao governo federal à frente da principal comissão da Casa. Como na CCJ é analisada a constitucionalidade dos projetos, o que garante a continuidade da tramitação, o presidente da comissão tem um papel fundamental para o andamento das votações de todas as matérias em discussão no Senado. Atualmente, a CCJ é ocupada pelo pefelista José Agripino (RN). Segundo o líder do PFL no Senado, Hugo Napoleão (PI), o partido está na disputa pela CCJ. Por isso, o PFL ficaria fora da disputa do comando da Comissão de Fiscalização e Controle, que também estaria sendo negociada por ACM. De acordo com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o PMDB pleiteia a vaga na CCJ ou da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), também considerada estratégica, com o argumento de que tem o direito de ocupar uma das comissões por ser o partido com a maior bancada no Senado com 26 senadores. A CAE, no entanto, está sendo cobiçada também pelos tucanos. O desfecho dessa disputa só será conhecido na próxima terça-feira, quando as lideranças partidárias discutirão a distribuição dos cargos para as sete comissões permanentes do Senado.

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