ACM Neto:corte no Orçamento reflete irresponsabilidade do governo

BRASÍLIA – O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que o corte no Orçamento foi reflexo da “irresponsabilidade” do governo no ano passado. Ele prevê reação da base governista na votação do salário mínimo.

Denise Madueño,

09 de fevereiro de 2011 | 18h51

 

“A necessidade de promover um corte tão duro é porque houve um aumento absurdo do tamanho da máquina pública e da gastança desmedida na eleição do ano passado. Agora veio a conta”, disse ACM Neto.

 

Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff é continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, portanto, tem responsabilidade solidária com os gastos. “Concederam o que podia e o que não podia por causa da eleição e agora tiveram de ajustar as contas”.

 

O líder do DEM está prevendo reação dos aliados do governo na votação do salário mínimo com os cortes efetuados nas emendas parlamentares. “Se de R$ 21 bilhões de emendas foram contingenciados R$ 18 bilhões, é impossível que não haja uma reação da base do governo e que não contamine a votação do salário mínimo. Isso é bom para a oposição, porque nos dá um bom espaço para buscar apoio da base do governo para um aumento maior”, afirmou ACM Neto.

 

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), criticou o fato de o governo ter mantido os 22 mil cargos de nomeação política, mas ter suspendido as nomeações dos aprovados em concurso público em diversas áreas. Segundo o parlamentar, são cerca de 40 mil aprovados em concursos para diversas áreas da administração federal. “Mais uma vez o governo do PT adota a seguinte prática: para a companheirada tudo, para o servidor público, para a carreira de Estado, nada”, disse o líder.

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