ACM Neto é eleito 2º vice-presidente da Câmara

O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) foi eleito no início da noite de hoje o segundo vice-presidente da Câmara, cargo que acumula a função de corregedor da Casa. Ele foi eleito em votação secreta com 404 votos a favor e 67 votos em branco. A posse foi imediata. Não houve opositor. O deputado Manato (PDT-ES) chegou a apresentar sua candidatura na noite de ontem, mas, antes de iniciar a sessão de hoje, o seu partido, com autorização do próprio deputado, já havia retirado seu registro.O nome de ACM Neto passou por uma blindagem antes de ser anunciado candidato oficialmente pelo DEM. Para evitar desgaste político e risco de rejeição, os líderes dos partidos que apoiaram o deputado Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara, como o PMDB, o PT e o PSDB, foram consultados e avaliaram a repercussão que o nome teria na bancada. Só depois disso, o nome de ACM Neto foi confirmado.Além de exercer a função de corregedor, o segundo vice-presidente tem a atribuição de examinar os pedidos de ressarcimento de despesas médicas dos deputados. Assim como o primeiro vice-presidente e os quatro secretários da Mesa Diretora, o segundo vice-presidente tem uma cota para nomear 33 assessores sem concurso público com salários que variam de R$ 2.553,31 a R$ 9.598,99. Os gastos para a Câmara com o pagamento desses salários somam R$ 163.946,39 por mês. Antes mesmo de ser eleito, ACM Neto foi informado pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) de que o PSOL entrará amanhã com um pedido formal para que ele investigue suspeitas contra seu antecessor, Edmar Moreira (DEM-MG), por uso irregular de verba indenizatória. Moreira renunciou ao cargo cinco dias após de ter sido eleito. Ele não participou da sessão de hoje que escolheu o seu sucessor.Moreira renunciou ao cargo de segundo vice-presidente depois das suspeitas de uso irregular da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais e dúvidas sobre declaração à Receita Federal de propriedade de um castelo em Minas Gerais no valor estimado de R$ 20 milhões. Além disso, pesa contra o deputado uma denúncia do Ministério Público por apropriação indevida de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recolhidas por funcionários de empresa de segurança a qual era o dono.

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