Ascom Prefeitura Pacheco Maia
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ACM Neto diz que DEM ainda vai decidir se integra governo Bolsonaro

Partido tem três ministros na futura gestão de Jair Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta (MS) no Ministério da Saúde, Tereza Cristina (MS) na Agricultura e Onyx Lorenzoni (RS) na Casa Civil

Tânia Monteiro e Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2018 | 19h58

O presidente do DEM, ACM Neto, afirmou na tarde desta quarta-feira, 21, que a possibilidade de o partido ser base do futuro governo de Jair Bolsonaro depende principalmente de convergência entre as agendas econômica e social e que a decisão será tomada por toda a legenda.

"Se a agenda for convergente, não vejo motivo para o Democratas não ajudar. O Brasil tem de dar certo. Não vamos ser empecilho para isso."

ACM Neto destacou que hoje houve uma primeira reunião com a equipe de transição para conhecer as prioridades do governo e ver se há esse alinhamento.

O presidente do DEM disse ainda que os membros do partido indicados ao futuro governo foram escolhas de Bolsonaro, e não designações do DEM. Até agora, são três os nomes do DEM no governo Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta (MS) no Ministério da Saúde, Tereza Cristina (MS) na Agricultura e Onyx Lorenzoni (RS) na Casa Civil.

"O partido não vai criar nenhuma dificuldade para que qualquer um de seus quadros possa contribuir com o País. São quadros qualificados, preparados para a função escolhida, mas são escolhas do presidente Bolsonaro", afirmou ao deixar o CCBB, em Brasília, onde ocorrem as reuniões da equipe de transição.

ACM Neto disse ainda que manter o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), no cargo é prioridade do partido. "Vamos brigar por isso." Ele, no entanto, vê com naturalidade o fato de Bolsonaro permanecer neutro em relação ao assunto. "O governo tem dado sinais de que vai se manter neutro nesse processo, o que eu não acho ruim. Entendo que a eleição do Legislativo é do Legislativo", afirmou.

"Rodrigo tem de ser candidato de todos, do Parlamento. Agora, Rodrigo é uma parlamentar que tem capacidade de articular com vários partidos, inclusive com os da oposição. E ninguém pode impedir que outros candidatos se lancem à presidência da Câmara", finalizou. 

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