ACM nega ter apoiado Jader em 1996

Osenador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) negou nesta quinta-feira, ao comentar uma reportagempublicada pelo Estado, que tenha apoiado, em 1996, o presidente do Senado, JaderBarbalho (PMDB-PA), no momento em que foi divulgado o escândalo envolvendo opeemebista no caso de desvios de recursos públicos depositados no Banco do Estado doPará (Banpará). ACM confirmou, no entanto, que pediu a Jader, na sessão da Casarealizada em 15 de abril daquele ano, para que adiasse um discurso cujo o objetivoera apresentação de sua defesa em relação às denúncias.?Disse a Jader: não fale hoje, fale amanhã para haver controvérsia?, afirmou oex-presidente da Casa.Segundo ACM, Jader, que aceitou a sugestão, fez um discurso rebatendo as acusaçõesna sessão do dia 16, mas o argumento apresentado por ele não o convenceu.Após ouviro discurso, o pefelista dirigiu-se ao então senador Josaphat Marinho e fez a seguinteavaliação: ?Péssimo. Não se defendeu de nada?.Atualmente, a principal bandeira deACM, que hoje é adversário do presidente do Senado, é o caso Banpará. Ele já citou,em várias oportunidades, um relatório do Banco Central (BC) que trata da supostaligação de Jader no esquema de derrame de dinheiro público.De acordo com a reportagem, o ex-presidente do Senado não só apoiou Jader como lhepediu para que apresentasse sua defesa no dia em que o plenário da Casa estivessemais cheio. Na época, ACM argumentou que Jader deveria aguardar os esclarecimentosdo BC sobre o assunto. ?Não sendo sessão deliberativa, o Senado não está compresença à altura de discurso dessa importância, para que os senadores que o apóiam,como é o meu caso, ou os que queiram fazer a controvérsia possam participar dodebate.? No mesmo dia, os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e José Fogaça(PMDB-RS), que hoje fazem oposição a Jader no partido, também saíram em defesa dele.?E o País passa a discutir coisas absolutamente sem importância, questões adjetivas,quando o grande problema, o da corrupção do sistema financeiro, é tirado de foco.Vossa Excelência está sendo alvo de uma manobra extraordinariamente bem urdida?,avaliou Requião.?Se contasse Vossa Excelência com uma Lei de Imprensa eficaz (...) faria valer, pormeio da Justiça, o que está fazendo valer aqui da tribuna do Senado?, disse Fogaçanaquela sessão.Logo após comentar a reportagem do Estado, ACM embarcou para SãoPaulo para participar da entrega, prevista para esta quinta-feira, do Prêmio Luís EduardoMagalhães em uma solenidade a ser realizada na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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