ACM nega declarações contra FHC

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) negou hoje ter feito os comentários sobre o presidente Fernando Henrique Cardoso, publicados na revista IstoÉ, baseados na gravação da suposta conversa que manteve com os procuradores da República Guilherme Schelb, Eliana Torely e Luiz Francisco de Souza. Através de uma nota ditada por telefone dos Estados Unidos, onde descansa, e divulgada pelo jornal Correio da Bahia, ACM disse ter tratado especificamente sobre a medida provisória do governo visando a enfraquecer os procuradores e a chamada "Lei da Mordaça".Antes de deixar o recinto onde ocorreu a reunião, Magalhães contou que o procurador Souza citou meios para o senador conseguir provar as denúncias de corrupção contra o presidente do Senado Jáder Barbalho (PMDB-PA).De acordo com ACM, essas provas, na visão de Souza, apareceriam com requerimentos enviados a determinados procuradores. Souza teria sugerido que Magalhães usasse o mecanismo da ação cautelar para obter as provas, o que o senador recusou."O mais são explorações próprias de quem tem medo de investigação como o senador Jáder Barbalho", diz a nota, lembrando que agora o diretor da Receita Federal, Everardo Maciel, pode quebrar os sigilos bancário e fiscal dos dois (ACM e Jáder) "para provar quem é desonesto". Sobre sua versão para os fatos, Magalhães invocou o testemunho dos procuradores Guilherme Scheld e Eliana Torely.

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