ACM muda discurso e defende impeachment de Lula

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), ao fazer pronunciamento da tribuna do Senado, nesta segunda-feira, mudou seu discurso e passou a defender a abertura de um processo de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até agora, o senador dizia que o impeachment seria feito pelas urnas, nas eleições deste ano. Nesta segunda-feira, ele não explicou as razões que o levaram a mudar de posição, mas citou a denúncia dos envolvidos no mensalão feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. "Mesmo que não seja votado a tempo, temos que entrar com pedido de impeachment", afirmou. "Até por muito menos, por um Fiat Elba (que ganhou de presente), o presidente Collor foi posto para fora." Para ACM, foi "por gentileza" que o procurador-geral não citou Lula em seu relatório. "Mas eu não tenho obrigação de ser gentil", disse. ACM não detalhou a argumentação que permitiria a fundamentação de um pedido de impeachment do presidente. O que oposicionistas têm dito é que Lula estaria envolvido no esquema, uma vez que, segundo o procurador, o mensalão destinava-se a "perpetuar o PT no poder". A disposição de apresentar o pedido de impeachment foi anunciada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O procurador que a investigações realizadas até o momento não envolveram o presidente Lula.PalanqueO presidente do PPS, deputado Roberto Freire, e pré-candidato à Presidência da República disse que o partido vai formalizar amanhã, em reunião de sua executiva sua posição a favor do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Freire disse que o partido não pode tomar a iniciativa de pedir o impeachment de Lula, mas que vai deixar clara a sua posição sobre essa questão. O presidente do PPS argumentou que o impeachment de Lula se impõe porque são muito graves as denúncias contidas no documento do procurador-geral."Estou me baseando na denúncia do procurador de que uma quadrilha assaltou o Estado brasileiro para permanecer no poder", afirmou o presidente do PPS. "Falta alguém na denúncia. É o sujeito oculto, e é necessário dar o nome dele: ele é o presidente da República e é o chefe desses que assaltaram o Estado".

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