ACM está sendo assessorado por advogados

Em seu depoimento perante o Conselho de Ética do Senado, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) está sendo assessorado por advogados, que estão passando a ele bilhetes para ele reforçar suas respostas. Dois desses bilhetes foram passados a ACM no momento em que ele estava sendo interrogado pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), até agora um dos inquiridores mais contundentes. O primeiro bilhete foi passado em razão de Paes de Barros ter mencionado um artigo do Código Penal que prevê punição para o crime de prevaricação por indulgência. Após ler o bilhete, ACM respondeu que não tomou providências para punir o senador José Roberto Arruda e a ex-diretora do Prodasen Regina Borges, "por razões de Estado", e não por indulgência. No segundo bilhete, os advogados recomendaram que o senador justificasse o fato de não ter punido Regina, alegando que ela estava com a saúde fragilizada após ser submetida a cirurgias delicadas. Esse bilhete foi praticamente lido por ACM, em sua resposta. Ainda na inquirição de Paes de Barros, ACM disse que, na conversa que teve com procuradores da República no Distrito Federal, em fevereiro, não tocou no nome do senador Renan Calheiros. Esta afirmação foi feita em resposta a um trecho de reportagem da revistas IstoÉ que reproduzia diálogo de ACM com os procuradores, lido por Paes de Barros. ACM reafirmou que a reportagem da revista foi "armada" com o procurador Luiz Francisco de Souza. Ele disse, ainda, que a revista "não tem credibilidade moral", que seu proprietário e os jornalistas da revista são seus inimigos e que está movendo três processos contra a revista.

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