ACM e Heloísa Helena desfilam em Salvador

As comemorações dos 178 anos da independência da Bahia, neste 2 de julho, reuniu no centro histórico de Salvador dois adversários ferrenhos: o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e a senadora Heloísa Helena (PT-AL). Antes de renunciar, ACM havia insinuado várias vezes que a petista havia votado contra a cassação do ex-senador Luiz Estevão. Os dois participaram do desfile baiano, mas em "alas" separadas. Magalhães seguiu na frente, junto com o governador César Borges (PFL), os senadores Paulo Souto, Waldeck Ornelas e Antonio Carlos Magalhães Júnior (todos do PFL) um séquito de assessores e correligionários. As oposições vieram atrás com um "abre alas" formado por Heloísa Helena, os deputados petistas Walter Pinheiro, Nelson Pelegrino e Waldir Pires. Os militantes portavam vários cartazes pedindo "CPI da Corrupção" e criticando o PFL baiano. Este ano, petistas levaram réplica de aviões, feitos de papelão e espuma, para protestar mais uma vez contra a mudança do nome do aeroporto de Salvador, de Dois de Julho para Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao filho de ACM que faleceu em 98. Embora não tivessem se encontrado, ACM e Heloísa não deixaram de trocar farpas. "Vim festejar a festa de liberdade e esperança, junto com um povo que não é navio negreiro de ninguém", atirou a petista. "Não existe navio negreiros na Bahia, e sim em Alagoas", rebateu ACM que admitiu o apoio de seu grupo à CPI da Corrupção se ela for "pontual", para investigar os casos do Banpará, Sudam e DNER, órgãos controlados pelos seus desafetos, do PMDB, o presidente do Senado Jáder Barbalho (PA) e o Ministro dos Transportes Eliseu Padilha (RS).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.