ACM e Geddel trocam agressões na TV baiana

Em meio à crise da violação do painel de votação do Senado, que atinge diretamente o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), os baianos assistem perplexos, pela televisão, a uma briga particular entre ACM e o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Geddel Vieira Lima (BA), travada nos programas eleitorais obrigatórios. Inimigos políticos desde o inicio do confronto de ACM com o atual presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), os dois parlamentares baianos são nomes fortes para a sucessão estadual, e aproveitam as inserções de 30 segundos da propaganda política para se agredirem mutuamente. Os carlistas iniciariam essa nova etapa da guerra no começo do mês no horário gratuito do PTB, partido controlado, na Bahia, por ACM. A propaganda, que deveria ser usada para discutir o programa e as teses do partido, foi usado para disparar torpedos contra o líder peemedebista: denunciou-se o aumento do patrimônio de Geddel e as gravações que envolveriam o deputado na "compra" de parlamentares do PFL baiano, uma alusão à troca de partido dos deputados José Lourenço, Leur Lomanto, Roland Lavigne e Jonival Lucas Filho, que deixaram o PFL pelo PMDB no final do ano passado.Geddel respondeu no mesmo tom na propaganda peemedebista esta semana. Ele chama ACM, entre outras coisas, de "coronel" e "fraudador", e avisa que não vai se intimidar com as agressões. "Preferiria discutir idéias e teses, mas se ele quer assim, vou jogar com as mesmas regras", disse o deputado, para quem o recuo de Magalhães no episódio da CPI da Corrupção, quando orientou os parlamentares do seu grupo a retirar as assinaturas do requerimento que pedia a instalação da comissão, "não foi surpresa". "Cadê o paladino da moralidade??, ironizou. O líder peemedebista não quer acreditar nas especulações de que ACM teria feito um acordo com o Planalto na tentativa de salvar seu mandato. "Ele quer criar um clima simpático, mandou interlocutores, mas que eu saiba não se acertou nada", disse enfatizando que, se souber de algo, vai denunciar e pode até renunciar à liderança do PMDB.

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