ACM e Arruda não pensam em renunciar

Os senadoresJosé Roberto Arruda (sem partido-DF) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) enfrentam nesta quinta-feira uma acareação com a ex-diretorado Prodasen Regina Borges dispostos a manter suas versões e a estratégia de não renunciar aos mandatos neste momento.Apesar de serem alvo de uma grave acusação ? a violação do sistema eletrônico de votação do Senado -, eles ainda acreditamque conseguirão reverter a tendência de cassação de seus mandatos no Senado por quebra de decoro parlamentar com osdepoimentos marcados para esta quinta no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.Por isso, a renúncia, que seria uma saída paraevitar o processo de cassação e a conseqüente perda dos direitos políticos por oito anos, não seria necessária.A interlocutores, Arruda confidenciou que não cogita a possibilidade de renunciar agora já que ainda há muito caminho pelafrente.Além disso, na avaliação de alguns senadores, se Arruda deixar o Senado antes do início do processo, ele estariaassumindo toda a culpa no episódio da violação e deixando ACM numa situação mais confortável.?Eu até pensei que Arruda pudesse renunciar, mas vejo que esta possibilidade, pelo menos hoje ou amanhã, não existe?,disse o líder do bloco de oposição no Senado, José Eduardo Dutra (PT-SE). ?Quanto a ACM, eu nunca trabalhei com essahipótese, porque não faz parte de seu DNA?, completou.Para evitar a perda dos direitos políticos, os dois parlamentares teriamde abrir mão de seus mandatos antes da formalização do processo de cassação, ou seja, antes da apresentação, por partidospolíticos, de uma representação por quebra de decoro ou da aprovação de uma ação semelhante pela Mesa do Senado.O ex-líder do governo no Senado passou esta quinta-feira em reunião com seus advogados Carlos Caputo e Cláudio Fruet na casade um amigo no Lago Sul, preparando-se para a acareação. Arruda vai insistir na tese de que fez apenas uma consulta aRegina, na época do processo por quebra de decoro parlamentar contra o então senador Luiz Estevão (PMDB-DF) para sabersobre a viabilidade de conseguir a relação de votos dos senadores durante a sessão que cassaria o mandato do peemedebista.Ele tem reafirmado que jamais ordenou à ex-diretora do Prodasen que violasse o sistema de votação a pedido de ACM, que erapresidente do Senado.

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