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ACM diz que testemunhou doação de R$ 5 milhões para campanha de FHC

O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) enviou hoje carta ao líder do governo no Senado, Artur da Távola (PSDB-RJ), reafirmando ter presenciado a doação de R$ 5 milhões pelo ex-senador José Eduardo Andrade Vieira (PTB-PR) para a campanha eleitoral do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1994, bem como o avião particular do ex-senador.Na tarde de hoje, Távola havia lido, em plenário, carta de Fernando Henrique desmentindo essa doação. "Afirmei que, na campanha do senhor Fernando Henrique, na presença de algumas pessoas, não só minha, o ex-senador José Eduardo Andrade Vieira disponibilizou R$ 5 milhões para o candidato, bem como o seu avião particular. Ainda mais, declarou que esses recursos, ou outros que viessem, seriam geridos por um funcionário da sua confiança, que acabara de se aposentar no Bamerindus", afirma ACM na carta. "Quero ver o ex-senador Andrade Vieira desmentir, pois guardo os nomes das testemunhas para apresentar na hora certa, se for o caso, o que não acredito".Segundo ele, Fernando Henrique "perdeu o senso, e - agora dirigindo-se ao senador Artur da Távola - o pior é que um senador do seu porte, por ele (Fernando Henrique) preterido várias vezes para ministro da Cultura, como nós sabemos e conversamos bem, assim como para a presidência do Senado, venha a defender coisas tão absurdas". A referência foi ao fato de Távola ter lido a defesa do presidente Fernando Henrique, hoje à tarde, respondendo a questões levantadas pelo senador José Sarney (PMDB-AP), em discurso na semana passada.Entre esses assuntos estava o da doação do dinheiro da campanha.ACM, que renunciou a seu mandato, para não ser cassado, após o escândalo da violação do painel do Senado, reafirma na carta todas as denúncias que fez sobre irregularidades na Sudam, no Ministério da Integração Nacional, DNER, pelo ex-presidente do Senado Jader Barbalho e o ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha, dizendo que "tudo já está comprovado".Ainda na carta, ele critica o uso da máquina governamental em favor do pré-candidato do PSDB, José Serra. "Nesta oportunidade, falo sobre as propagandas pagas do governo federal, de instituições que têm acionistas que deveriam ser respeitados e não o são, tudo sendo feito para fortalecer o próprio governo e um candidato que o povo não deseja", disse o ex-senador. E arremata: "Nem no tempo do Getúlio (o ex-presidente da República Getúlio Vargas), o DIP (Departamento Imprensa e Propaganda) teria coragem de adotar posturas semelhantes".

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