ACM diz que nem FHC confia no PMDB

O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a citar, em reunião da executiva nacional do PFL, casos de corrupção envolvendo integrantes do PMDB que fazem parte da equipe do presidente Fernando Henrique Cardoso. Dirigindo-se aos participantes do encontro, entre eles o vice-presidente da República, Marco Maciel, ACM afirmou que há no governo peemedebistas que o próprio FHC não nomearia para cargos de alta responsabilidade. Magalhães disse que Fernando Henrique, em conversas reservadas, já afirmou que jamais poderia deixar o assessor especial da Presidência da República, o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco, em cargos "próximos aos cofres".Esse comentário do presidente teria sido feito quando setores do Palácio do Planalto chegaram a cogitar a indicação de Moreira para comandar a BR Distribuidora, um dos braços da Petrobrás. "Só que Moreira não tem o cofre, mas tem o telefone do cofre", afirmou ACM, insinuando a participação do peemedebista em casos de desvio de recursos públicos. O senador prosseguiu, em seu discurso no encontro da executiva, afirmando que essa era uma razão para não abrir mão de manter sua guerra contra o PMDB, dentro da meta de moralização do governo e de sua luta pela derrota de Jader Barbalho na eleição do Senado. Na avaliação de ACM, é absurdo o fato de estar sendo discutida a possibilidade de Moreira substituir o secretário especial de Políticas Urbanas, Ovídio de Angelis, que tem status de ministro. "A minha luta é para impedir que um corrupto - Jader Barbalho - assuma a Presidência do Senado", justificou. "E o PMDB está permeado de corrupção", completou. Ele não poupou ainda o líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima (BA), e seu irmão Afrísio Vieira Lima, que há 23 anos é funcionário de carreira da Câmara. "Afrísio, que chegou a ser cogitado para ocupar o cargo de diretor-geral da Câmara, comprou seis apartamentos nos últimos meses", declarou ACM.

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