ACM diz que manterá versão na acareação

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) definiu nesta terça-feira, em São Paulo, a estratégia para a acareação a que será submetido, quinta-feira, no Conselho de Ética do Senado - onde ficará frente à frente com os outros protagonistas do escândalo da violação do painel, o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) e a ex-diretora do Prodasen, Regina Borges. "Vou manter tudo o que já disse em meu depoimento ao conselho, não retiro uma única palavra", avisou ACM, após quase duas horas de reunião com o advogado Márcio Thomaz Bastos.Durante o encontro, na residência do criminalista, discutiu-se também questões como renúncia e cassação. "O doutor Márcio avalia que não existe a menor possibilidade de se chegar ao ponto de uma cassação, por isso não haverá renúncia", afirmou ACM. Sobre a audiência de acareação, o pefelista foi categórico: "Estou absolutamente tranqüilo e preparado; a minha versão é a verdadeira e a verdade vai prevalecer." ACM assegurou que "não vai tomar calmantes". Disse que "não espera bate-boca, apenas esclarecimentos."O senador e o advogado repassaram os principais pontos do relato apresentado pelo ex-presidente do Congresso perante o conselho. Bastos explicou a ACM as regras e os aspectos legais de uma acareação. O senador tem direito de não participar da sessão, mas garantiu que não faltará: "Faço questão de ir à acareação para reiterar que não tive nenhuma participação no episódio da quebra do sigilo", disse. Acrescentou que vai reiterar que não tomou providências ao ser informado sobre a violação para evitar uma crise no Senado. "Razões de Estado e a ética de responsabilidade fizeram-me agir desse modo."ACM disse que jamais "passou por isso", referindo-se à acareação. "Como homem público enfrentei muitos processos, o que me dá total tranqüilidade." O advogado recomendou a ACM: "Mantenha a mesma serenidade do depoimento."

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