ACM diz não ter interlocutor com governo

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) negou que o governador da Bahia, Cesar Borges (PFL), seja seu interlocutor junto ao governo federal. "Ele é um interlocutor natural da Bahia e faz as coisas combinadas comigo, pelos direitos do Estado. Não busca favores de FH, mesmo porque o presidente já retirou do PFL os cargos mais importantes que o partido tinha no governo", explicou o senador pefelista.ACM passa o final de semana na capital paulista para descansar. Segundo ele, o assédio da imprensa em Salvador é maior do que em São Paulo. Negou que a viagem tenha por propósito a busca de conchavos políticos ou tratamento de saúde. Embora afirme que não possui mais instrumentos (dossiês e revelações verbais bombásticas contra o PMDB e o governo) para pressionar a realização da CPI da Corrupção, ACM tem esperança de que ela não seja "enterrada". "Não há fato novo que obrigue os senadores a aumentarem o número de assinaturas para a abertura da CPI. O Jader Barbalho fingiu que assinou, mas nos bastidores pressionou o PMDB para que não assinasse, e o governo apoiou essa iniciativa, jogando em cima de todos para que não abrissem a CPI", acusa o senador. Próximas votaçõesMais calmo, ACM já não vocifera contra o governo, nem mostra-se irritado ao comentar as futuras atuações do partido. Disse que nas próximas votações do Congresso, entre as quais a da Reforma Política, a maior parte do PFL vai votar com o governo. Há um pré-acordo na base do governo sobre a limitação da edição do número de Medidas Provisórias, mas a oposição não aceita por causa do artigo 246 da Constituição Federal. Esse artigo permite ao governo modificar MPs editadas de 1995 em diante. "O governo quer retirar esse artigo, mas a oposição não concorda. Nesse caso o PFL se divide, com maioria pró-governo", explicou o senador.

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