ACM divulga nota desvinculando seus dossiês da questão dos "grampos"

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) divulgou nota hoje contestando as denúncias publicadas na edição desta semana da IstoÉ. Sem mencionar a matéria da revista, ACM atribuiu "a especulação de quem quer obter argumentos inconsistentes" para atingi-lo a tentativa de vincular os documentos por ele apresentados a autoridades federais ao grampo telefônico feito em celulares de políticos baianos pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Na nota, ACM argumentou que sempre enviou às autoridades federais faxes e cartas denunciando atos de corrupção e solicitando providências sobre o desvio de recursos e "até análises de pessoas cujo comportamento não dignificava" o governo de Fernando Henrique Cardoso."Querer ligar tais fatos a "grampos" porventura existentes, é apenas mais uma das muitas tentativas de abafar fatos graves que ainda poderiam ser apurados pelas autoridades públicas e pela própria imprensa. O mais é especulação de quem quer obter argumentos inconsistentes para me atingir", afirmou ACM. "Chega a ser irrisória a publicação de faxes ou cartas que enviei às autoridades federais denunciando atos de corrupção e solicitando providências do governo com o objetivo de coibí-los", disse. A matéria da IstoÉ mostra que vários dossiês distribuídos por ACM nos últimos tempos têm conteúdo bastante semelhante ao dos grampos realizados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Na nota, o senador afirmou que na campanha eleitoral do ano passado "fatos delituosos se acentuaram em vários estados, mas principalmente na Bahia". "Os seus autores não os escondiam e os nossos parlamentares, prefeitos e lideranças nos avisavam da desenvoltura com que recursos públicos da União eram enviados e das promessas futuras de fortalecimento político dos nossos adversários nas lutas municipais", disse ACM. E continuou: "Foram centenas de ocorrências que nós, muitas vezes, transmitíamos, dada a gravidade, às autoridades federais, inclusive ao presidente da República. Defendíamos, como defendemos, a moralidade administrativa, e é uma pena que a publicação de tais documentos não tenha sido feita na sua totalidade e na sua íntegra, porque se o fossem, muitos outros ilícitos viriam a público". ACM lembrou ainda que a imprensa tinha conhecimento de tais documentos, que não foram divulgados apenas porque o presidente Fernando Henrique costumava declarar que não dava publicidade às cartas que recebia nem às que enviava. Disse também que várias autoridades, com os ex-ministros Pedro Malan, Pedro Parente e Guilherme Dias, responderam suas cartas, listando as providências adotadas.Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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