ACM desqualifica acusadores e assume posição de vítima

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) desqualificou seus acusadores e adotou uma posição de vítima na defesa escrita que encaminhou nesta terça-feira à sindicância do Conselho de Ética que apura seu suposto envolvimento nos grampos da Bahia.Ele afirma que tudo o que existe contra ele "é resultado de uma luta de correntes políticas da província a que se quer dar dimensão nacional". Em nenhum momento, porém, ele declara textualmente, de forma direta, que não participou das ligações clandestinas. Tampouco responde claramente à acusação feita pelo jornalista da revista IstoÉ, Luiz Cláudio Cunha, de que mandou grampear o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). "A ação de que me acusam injustamente e sem provas, é condenável, claro. Embora não seja inédita neste País de grampeadores", alega ACM, por escrito.A estratégia de ACM aparentemente não lhe favoreceu. Pela avaliação do líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a defesa escrita foi "frágil, não foi autêntica e nem transparente". Mercante acredita que o parecer final da sindicância recomendará a abertura de processo contra o senador por quebra de decoro parlamentar.Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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