ACM desconhece se FHC teve acesso à lista

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse, em resposta ao senador Eduardo Suplicy, que o ex-líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (sem partido-DF), não lhe informou que havia mostrado ao presidente Fernando Henrique Cardoso a lista com o resultado da votação secreta de 28 de junho do ano passado, em que foi cassado o ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Em seu questionamento, Suplicy apresentou uma página do portal estadao.com.br.Suplicy (PT-SP) também reproduziu uma nota publicada por uma coluna do jornal Correio Braziliense da semana passada, na qual é mencionado um diálogo que Antônio Carlos e Arruda teriam tido. Na primeira parte do diálogo, Arruda teria perguntado se ACM estava sentado. Este teria respondido: "Você não está vendo que estou sentado"? Em seguida, Arruda teria dito: "Tenho os votos da cassação de Luiz Estevão". Na segunda parte do diálogo, ACM teria perguntado: "Você já mostrou isto ao presidente da República"? Arruda teria respondido?: "Sim, já mostrei". Segundo a nota, ACM teria conta do essa história a alguns senadores. O senador baiano disse que a primeira parte é verdadeira, mas que a segunda não existiu. "Se não perguntei, evidentemente não havia por que ele ter respondido", afirmou ACM. "Além disso, não acredito que ele tivesse tido tempo para mostrar a lista ao presidente". Ao iniciar sua intervenção para interrogar ACM, Suplicy protagonizou um momento engraçado. Ele mostrou uma nota da Agência Estado informando que o depoimento de ACM tinha parado o Brasil e que, no Rio de Janeiro, pessoas estavam assistindo a ele em lojas de departamentos. ACM brincou, então, que o motivo era porque todos sabiam que Suplicy iria interrogá-lo. Suplicy disse que, provavelmente, o depoimento de ACM estava tendo mais audiência do que a novela "Um Anjo Caiu do Céu", onde seu filho Supla estaria se apresentando no mesmo horário. Suplicy disse, ainda, que hoje de manhã se encontrou com o senador Pedro Simon, e ambos foram assistir à missa das 06h30, na Capela Nossa Senhora de Fátima, conhecida com a capela dos senadores. E que, na hora de fazer o sermão, o pároco lembrou que os cristãos tiveram dificuldades de pregar entre os judeus e nas catacumbas, e disse também: "Imaginem como seria difícil para os cristãos pregarem o cristianismo no Senado Federal".

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