ACM depõe hoje sobre violação do painel

Todas as atenções do Congresso hoje estarão concentradas no senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que, a partir das 14h30, prestará depoimento ao Conselho de Ética do Senado sobre a violação do painel eletrônico de votações do plenário. É grande a expectativa em torno do depoimento, que poderá traçar o destino político de ACM, ameaçado de perder o mandato depois que foi apontado como autor da ordem de violação do sigilo dos votos dos senadores, dados na sessão de 28 de junho de 2000, que cassou o mandato do então senador Luiz Estevão, na época filiado ao PMDB-DF. Mais que definir os rumos da investigação, o depoimento vem sendo apontado como "divisor de águas", sobretudo pelo peso político de Magalhães, ex-presidente do Senado. Cautelosos, os políticos preferiam, ontem à noite, não fazer prognósticos sobre o desenlace da crise política - que tem em ACM seu principal protagonista - sem antes ouvir o depoimento.ACM deve apresentar defesa em tons políticos Certo de que suas declarações à comissão estarão sendo acompanhadas atentamente no Palácio do Planalto, Antonio Carlos Magalhães se dispõe a apresentar uma defesa com base política para se livrar da acusação de ter ordenado a violação do sigilo do painel eletrônico do plenário. A sessão de hoje do Conselho deverá ser longa. O esquema de segurança será reforçado. Além das perguntas dos 16 titulares que integram o Conselho de Ética, outras indagações serão feitas pelos demais senadores. Está prevista também a presença de correligionários de Magalhães e também de deputados.Embora integre o Conselho de Ética como membro titular, o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) não deverá participar da sessão e será substituído pelo seu suplente, Antero Paes de Barros (PSDB-MT). Arruda - que renunciou ao cargo de líder do governo no Senado depois de confessar que participou da violação do sigilo do painel e de afirmar que a idéia foi de ACM - deverá acompanhar o depoimento do senador baiano em casa, com assessores. Amanhã, será a vez de Arruda prestar depoimento, a partir das 9 horas da manhã.

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