ACM censura senadores, critica imprensa e FHC

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) censurou hoje os integrantes do Conselho de Ética do Senado que estão antecipando o julgamento sobre a suposta participação dele na violação dos votos secretos dados pelos senadores no processo de cassação de Luiz Estevão (PMDB-DF). Na opinião de ACM, os integrantes do Conselho não devem emitir julgamento antes de concluído o processo. "Os membros do Conselho de Ética não podem dar opiniãoporque estão atuando como juizes e não como políticos", afirmou o senador, admitindo que seus advogados poderão pedir a substituição dos membros do Conselho que já declararam o voto pela cassação, alegando suspeição. ACM disse ainda que não concorda com a proposta do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) de se realizar uma votação aberta para apreciação do relatório do senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ) sobre a violação do painel. Segundo ACM, se a votação for aberta, poderá ser impugnada porque contraria uma disposição constitucional. O senador disse ainda que, caso seja verdade que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenha comentado ontem, durante a acareação no Conselho de Ética, que a ex-diretora-executiva do Prodasen era a única que estava dizendo a verdade, ele estaria infringindo uma regra que ele próprio impôs aos seus subordinados de não emitir opinião sobre esse assunto. ACM considerou ainda que a mídia está pressionando a opinião pública a ficar favorável a sua cassação, na medida em que não está dando as devidas dimensões ao caso. Na opinião do senador, a imprensa não reportou com fidelidade o ocorrido na acareação de ontem. "Se vocês dessem espaço igual a todos aqueles que são contra e a favor, a visão seria diferente", avaliou, acrescentando que não sabe dizer porque a mídia estaria agindo dessa maneira. "Se soubesse, já estaria procurando saná-lo", observou.

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