ACM adota discurso conciso

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) adotou um discurso lacônico, um dia depois de deixar a presidência do Congrtesso criticando o governo federal e o sucessor, o presidente Jader Barbalho (PMDB-PA). Apesar das poucas palavras, deixou transparecer que pretende se manter distante do presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem chamou de "omisso" em relação à sucessão no Congresso. "Só vejo daqui e hoje ele está trabalhando", afirmou, apontando pelo vidro da janela do gabinete o Palácio do Planalto. "Agora, eu sou fiscal." ACM não compareceu à sessão solene de abertura do ano legislativo, a primeira presidida pelo adversário político. Jader comproteu-se, em nome do Senado, a fazer as reformas política, tributária e judiciária. Ao ser informado sobre a promessa, o senador baiano, novamente, economizou nas palavras. "Acho bom", respondeu. O ex-presidente do Senado disse que teve um dia tranqüilo, no qual conversou com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (RS). Antes de deixar o Congresso para almoçar, ACM recebeu o líder do partido na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). Sobre o encontro que deveria ter com o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), afirmou, rindo: "Acho que ele não vem mais." O senador baiano foi o primeiro a lançar a candidatura de Jereissati a presidente em 2002, mas, depois, perdeu o posto de padrinho para o governador licenciado de São Paulo, Mário Covas (PSDB). Ele tem defendido publicamente o nome do tucano cearense para disputar a sucessão de Fernando Henrique, desagradando o ministro da Saúde, José Serra, que tem o mesmo objetivo de Jereissati. ACM deve abandonar a economia de palavras na próxima semana. Logo após a eleição de Jader, o senador baiano disse que ocupará a tribuna do Senado, na próxima semana, para continuar denunciando a corrupção no Congresso e no governo federal. "Vou dizer o que penso", prometeu.

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