ACM: a reação unânime é de condenação

Nem o governo, nem a oposição e nem o próprio PFL pouparam o senador Antônio Carlos Magalhães desta vez; e nem é improvável que ele venha a perder o mandato por quebra do decoro parlamentar. Requerimento neste sentido deverá ser apresentado pelo senador Roberto Freire (PPS-PE) à Comissão de Ética do Senado, cujo presidente, senador Rames Tebet (PMDB-MT), alertou para o fato de ACM já ter sido advertido, quando de sua troca de insultos com o senador Jader Barbalho.No final da noite, em entrevista telefônica à Rede Globo, diretamente de Miami, onde se encontra desde quarta-feira, o senador baiano negou ter-se referido ao presidente Fernando Henrique Cardoso e ao ex-ministro Eduardo Jorge, durante o recente encontro que teve com três procuradores da República sabidamente mal-vistos pelo Palácio do Planalto, conforme revelações feitas na edição da revista IstoÉ. Na entrevista, ACM só poupou FHC e reagiu com dureza à nota assinada pelo presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, em que é admoestado pelo partido. "Em nenhum momento eu critiquei o presidente da República, e isso pode-se provar com os outros procuradores, e ao mesmo tempo não tenho por que não ir ao Ministério Público. Vou quantas vezes queira e acho que é do meu interesse e do interesse do Ministério Público", afirmou o senador. Para ACM, os procuradores com quem se encontrou não gravaram a conversa, "mesmo porque se gravassem não teria importância nenhuma, pois tudo o que eu digo eu posso provar".

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