Acidente de Alcântara não reduz interesse de cooperação espacial da França

O Centro Nacional de Estudos Espaciais da França, CNES, renovou sua confiança e seu desejo de continuar cooperando com o programa especial brasileiro, apesar do acidente ocorrido em Alcântara, afirmou hoje o responsável pelas relações com o Brasil, Jean Luc Devynck. Ele lembrou que a suspensão do projeto de cooperação para construção de microsatélites franco-brasileiros ocorreu por razões orçamentárias francesas e não por qualquer outro motivo relacionado com o programa brasileiro. Segundo Jean Luc Devynck, o CNES foi obrigado a suprimir alguns programas de cooperação não apenas com o Brasil , mas também com outros países, entre eles a Índia e a Rússia. Esse projeto fazia parte de uma cooperação global, mas sua suspensão não invalida os demais.O responsável pelas relações com o Brasil disse que, ainda em junho, esteve com uma delegação do CNES em Brasília e São José dos Campos, com o intuito de prosseguir a cooperação no projeto de microsatélites, mas sem a participação industrial francesa, cuja suspensão se deveu a razões de ordem econômica, isto é, o CNES não deverá mais assinar contratos com a indústria francesa para o fornecimento de equipamentos a esses satélites, mas participará com apoio técnico e tecnológico para possibilitar o fim do programa. Ele explicou que não mais se trata de "um projeto franco brasileiro", mas inteiramente brasileiro com o apoio técnico francês, mas sem participação industrial.

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