Dida Sampaio/Estadão
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'Achei pouco, vou recorrer para receber mais', diz Cunha sobre condenação de Cid Gomes

Ex-ministro da Educação foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 50 mil por chamar presidente da Câmara e deputados de 'achacadores'

Daniel Carvalho e Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 15h59

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira, 16, que não se satisfez com o valor a que o ex-ministro da Educação Cid Gomes foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 50 mil a título de indenização por danos morais ao peemedebista. Cunha disse que iria recorrer da decisão. Cid foi condenado em primeira instância por acusar a Câmara dos Deputados de ter entre 300 e 400 achacadores.

"Não estou satisfeito. Achei pouco. Vou recorrer para receber mais", disse Cunha nesta quarta-feira, 16.

Após a declaração, Cid foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos. Em uma sessão tensa no plenário da Casa, o então ministro não se retratou das acusações que havia feito e foi além, reafirmando tudo o que havia dito antes.

Ao ser chamado de mal-educado pelo deputado Eduardo Cunha, disse que preferia ser acusado por Cunha de mal-educado do que ser como ele, acusado de achaque. O fato acabou provocando a demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação, no final da tarde do mesmo dia em que ocorreu o bate-boca no plenário.

Na ação contra o ex-ministro da Educação, Eduardo Cunha disse que as acusações mancharam sua honra e reputação e a dos parlamentares, pois foram divulgadas por diversos veículos de comunicação, e requereu a condenação de Cid Gomes no dever de indenizá-lo pelos danos morais sofridos. Em sua defesa, Cid alegou que estava se referindo às manobras de pressão política exercidas pelo Legislativo sobre o Executivo quando usou a palavra "achaque", mas o juiz entendeu que o termo tem sentido pejorativo de "quem ou que extorque dinheiro".

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