´Acharam que era fácil me derrubar´, desafia Renan

Presidente do Senado, que responde a processo, critica ´onda de denuncismo´

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h32

Depois da acolhida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de manifestações de apoio de ministros, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encerrou a última quinta-feira, 28, em tom de comemoração, alardeando sua resistência política e pessoal "ilimitada" para enfrentar a "saraivada de denúncias de todo lado". No fim do dia, falou da onda de "denuncismo que atinge os três Poderes" e comparou o seu processo no Conselho de Ética às denúncias contra parentes de Lula."Quando houve a crise com Lula, eu o apoiei com a mesma compreensão", disse. "O denuncismo não faz bem à democracia; ressuscita a UDN no momento em que todos querem que o Brasil trabalhe, gere renda, gere emprego e aumente o superávit." O senador afirmou que, "infelizmente", o processo democrático "tem dessas coisas" e insistiu em que Lula passou por um processo semelhante ao seu. "Devassaram a família dele, mas não conseguiram."Observou que "tentaram fazer o mesmo com outros Poderes", mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes "reagiu com muita altivez". "Agora tentam com o Legislativo, que reagirá à altura." Sobre seu caso, Renan destacou que desde o início avisou que nada o atemorizaria. Insistiu em que é inocente e tem provas. "Quem imaginou que faria maldade, maledicência, e eu iria para casa, equivocou-se."Ele reafirmou que "Lula tem sido uma pessoa solidária" e a correligionários comentou que tem mesmo o que comemorar, porque resistiu aos ataques do DEM (ex-PFL), não perdeu do PSDB e encerrou a semana política fotografado ao lado do presidente e recebendo afagos públicos de ministros. "Acharam que era fácil me derrubar..."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.