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Achada nova jazida de diamante perto da reserva indígena

A Polícia Federal descobriu uma nova jazida de diamantes próxima da reserva indígena Roosevelt, onde 29 garimpeiros foram assassinados na Semana Santa por índios cinta-larga. A PF apreendeu máquinas e grande quantidade de pedras e prendeu um homem que agenciava moradores de Espigão D´Oeste para trabalhar na área. Hoje, uma entidade ligada aos índios acusou políticos e empresários de incentivarem a invasão da reserva. Segundo ela, o massacre está causando problemas a outros grupos que não têm ligação com os caciques acusados pelas mortes.A descoberta da mina se deu por acaso. Uma patrulha da PF fazia ronda próximo à entrada da reserva Roosevelt quando encontrou uma grande movimentação na região conhecida por Garimpo da Viúva. A PF garante que os diamantes não foram retirados de terras indígenas. Hoje, policiais federais continuavam fazendo incursões pela reserva do Roosevelt para proibir os índios de continuarem a garimpagem. As investigações da PF indicam que pelo menos cinco caciques cinta-larga podem estar envolvidos no massacre. Os investigadores estão programando os depoimentos dos índios. Para isso, a Funai precisa autorizar.A Coordenação da União das Nações e Povos Indígenas de Rondônia, Noroeste de Mato Grosso e Sul do Amazonas (Cunpir), divulgou nota acusando o governo do Estado de incentivar, junto com políticos, o processo de invasão da reserva Roosevelt. "Os grupos empresariais interessados no diamante, fruto da garimpagem ilegal, tem utilizado os indígenas cinta larga e os garimpeiros como testa de ferro de seus interesses. Eles apostam que, quanto mais conflitos gerarem, melhor será a pressão para a regularização da garimpagem", afirma a entidade.A Cunpir pediu também que o governo federal envie o Exército para a reserva Roosevelt, principalmente para garantir a segurança dos índios até que seja resolvida a questão da legalização do garimpo. "As invasões de garimpeiros, madeireiros, pescadores e outros, vem provocando a desestruturação nas comunidades indígenas, deixando-as à mercê da própria sorte. Nós precisamos ter incentivos de políticas públicas para construirmos a gestão de nossas terras", diz o comunicado.

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