Achada "assinatura genética" do envelhecimento no cérebro

Cientistas anunciaram terencontrado uma "assinatura genética" do envelhecimento nocérebro - mudanças em genes-chave que podem estar relacionadasao detrimento de funções mentais com a idade, como aprendizado ememória. O estudo sugere que alguns genes passam a funcionar commenos intensidade depois dos 40 anos, pelo menos em algumaspessoas. Os resultados não provam que as mudanças causam declíniomental. Mas oferecem pistas importantes sobre como o cérebroevolui com a idade. Os pesquisadores do Children´s Hospital e daEscola de Medicina de Harvard analisaram o tecido cerebral de 30pessoas mortas, com idades entre 26 e 106 anos, e estudaram aexpressão de 11 mil genes. Descobriram que após os 40 anos,cerca de 400 deles sofreram mudanças significativas naintensidade com que "funcionavam" durante a vida, instruindo ascélulas cerebrais para produção de certas proteínas. Váriosdesses genes estavam danificados e não podiam funcionarpropriamente. Cerca de metade estavam se expressando de formareduzida. Os restantes, por outro lado, passaram a funcionar maisintensamente depois dos 40, incluindo genes relacionados àreparação de DNA e de defesa contra antioxidantes, stress ereações inflamatórias. De forma geral, os resultados sugerem que o primeiro grupo degenes foi danificado e que os outros passaram a trabalhar maispara tentar amenizar os prejuízos. Ainda é cedo, entretanto,para dizer as causas das alterações genéticas - se sãoambientais, comportamentais, genéticas, ou uma combinação desseselementos. O trabalho está publicado na edição de amanhã darevista Nature.

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