Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Aceitei ser o líder no Senado que é onde se dará a batalha final do impeachment', diz Aloysio Nunes

Em vídeo postado nas redes sociais, o senador fez duras críticas à presidente afastada; no Senado, porém, falando pessoalmente, o tucano adotou posição mais moderada

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2016 | 18h35

BRASÍLIA - O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) divulgou nas redes sociais um vídeo com o seu primeiro discurso como líder do governo do presidente em exercício Michel Temer. Ele centrou sua fala em argumentos pelo impeachment de Dilma e, com duras críticas à presidente afastada, mostrou que esse será seu compromisso.

"Aceitei ser líder do governo no Senado, que é o lugar onde vai se dar a batalha pelo afastamento definitivo da presidente, para que eu possa contribuir com o bom desfecho desse processo", disse Aloysio.

O senador também deixou clara sua posição contra Dilma Rousseff. "Eu não quero que a Dilma volte. Eu não quero que o PT volte. Isso seria uma tragédia para o País e, para que possamos evitar esse grande mal, precisamos nos esforçar muito", ressaltou.

Aloysio relembrou que seu partido trabalhou em favor do impeachment da presidente e que ele se manifestou tanto no Senado quanto nas ruas com essa finalidade. No entanto, após a veiculação do vídeo, ao falar pessoalmente no Senado, Nunes adotou uma postura mais moderada. O tucano garantiu que sua prioridade é a aprovação de pautas econômicas e o diálogo com os diferentes setores da Casa.

Ainda no vídeo, ao se referir às questões econômicas, o senador disse que é preciso "estancar sangria" da "decadência da economia brasileira". A expressão relembra o diálogo do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que perdeu o cargo de ministro do Planejamento, após falar em "estancar a Lava Jato".

Aloysio responde a inquérito no STF após ser citado na Lava Jato. A investigação ligada à caixa dois de campanha segue separada da operação principal. 

Oposição. Questionado sobre a atuação da oposição nessa terça-feira, 31, que frustrou as chances de Ian Goldfajn assumir o Banco Central ainda nessa semana, Aloysio respondeu que a oposição agiu corretamente ao exigir o cumprimento dos prazos.

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