Ação da polícia na reserva pode se prolongar

PF recruta os agentes, que desembarcam na capital, fazem treinamento e estudam a área

Roldão Arruda, Boa vista, O Estadao de S.Paulo

31 de março de 2008 | 00h00

A Polícia Federal ainda não tem um prazo definido para a retirada dos produtores de arroz da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Agentes policiais recrutados em vários Estados da Amazônia continuam desembarcando na capital do Estado e se deslocando para o interior da reserva, na fronteira com a Guiana e a Venezuela.De acordo com informações não oficiais, por enquanto eles fazem treinamento e estudam a área. Numa segunda etapa vão retirar pequenos produtores rurais que ainda estão na reserva e, finalmente, os arrozeiros."São oito grandes proprietários que se recusam a negociar, não aceitando terras em outras regiões para a produção de arroz, nem o valor das indenizações propostas, que já estão sendo depositadas na Justiça", observa o chefe do escritório da Funai no Estado, Gonçalo dos Santos. "A quase totalidade dos não-índigenas já saiu", diz.A operação de retirada dos produtores rurais é comandada pelo coordenador-geral de Defesa Institucional da PF, delegado Fernando Segóvia. Por meio da assessoria de imprensa, ele informou que sua principal preocupação nos próximos dias será o recrutamento e o transporte dos policiais para a região. Não está descartada a criação de barreiras para controle de entrada e saída de pessoas e de mercadorias da reserva.

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