Ação da PF na Camargo Corrêa apura doação ilegal a políticos

Foram presos quatro diretores e duas secretárias da construtora; quadrilha é acusada de fraude e lavagem

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo,

25 de março de 2009 | 12h40

A operação da Polícia Federal que prendeu na manhã desta quarta-feira, 25, quatro executivos e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa investiga suposta contabilidade paralela para doações ilícitas a campanhas políticas. A operação é intitulada Castelo de Areia e tem como alvo esquemas de suposta lavagem de dinheiro, fraude em licitações, formação de quadrilha e evasão de divisas envolvendo a construtora.

 

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De acordo com informações da PF, até o final da manhã desta quarta já foram cumpridos os dez mandados de prisão contra quatro doleiros - três do Rio de Janeiro e um de São Paulo -, e quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Com um desses doleiros foi apreendido R$ 1 milhão em espécie. Além dos dez mandados de prisão, foram expedidos também 16 mandados de busca. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal de São Paulo.

 

A Polícia Federal informa também que a quadrilha movimentava dinheiro sem origem lícita aparente, através de empresas de fachada e de operações conhecidas como dólar-cabo, que são feitas sem registro no Banco Central, através de depósito em conta brasileira de doleiros que possuem contas no exterior para transferência ao destino final do dinheiro. Se forem somadas, as sentenças pelos crimes investigados podem chegar a 27 anos de prisão. A PF vai conceder entrevista coletiva na tarde de hoje para falar a respeito da Operação Castelo de Areia.

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