Ação contra Virgílio é 'mais consistente', diz Duque

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse considerar a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais "consistente" do que as ações protocoladas no colegiado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). O pedido do PMDB para investigar os atos de Virgílio foi recebido ontem à noite no Conselho de Ética. Duque disse que o prazo para decidir se arquiva ou não essa ação vai até a próxima quarta-feira.

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

06 de agosto de 2009 | 14h47

"É um caso mais consistente. Não é baseado em recortes de jornal. Os outros não, foram todos baseados em recortes de jornal", disse. A reprodução de reportagens foi o argumento usado por Duque para decidir pelo arquivamento, ontem, de quatro ações contra Sarney (três denúncias e uma representação) e uma representação contra o ex-presidente do Senado e atual líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Duque confirmou que amanhã entregará à Mesa da Casa a decisão sobre as outras sete ações contra Sarney ainda em análise.

A representação contra Virgílio foi uma retaliação do PMDB contra o tucano, que denunciou Sarney ao Conselho de Ética, e ao PSDB que protocolou, posteriormente, representações contra o presidente do Senado. Virgílio admitiu que manteve em seu gabinete um funcionário que estudava na Espanha. O tucano negociou com a diretoria do Senado o ressarcimento do dinheiro pago, R$ 210 mil em quatro parcelas.

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