Ação contra status do presidente do BC não prospera, diz Ideli

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse não acreditar "que prospere" a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) apresentada hoje pelo PSDB e PFL contra a medida provisória que dá status de ministro ao presidente do Banco Central. Ela argumentou que há antecedentes desde o governo Fernando Henrique Cardoso, que concedeu a mesma condição ao advogado-geral da União. Na avaliação da senadora do PT, como guardião da moeda, o presidente do Banco Central deve ter mesmo foro de ministr os e parlamentares para que ações judiciais contra ele sejam centradas no Supremo Tribunal Federal (STF). "Acho legítimo, e não é nenhum privilégio", afirmou. A líder do PT admitiu que a apreensão de documentos, pela Polícia Federal (PF), na sede da Caixa Econômica Federal (CEF), na quinta-feira passada, poderia ter levado o governo a precipitar a edição da MP no dia seguinte. "O que aconteceu na CEF foi abuso explícito da PF e do Ministério Público. Foi uma ação ofensiva, agressiva, um abuso de autoridade e à revelia da ordem judicial", avaliou a líder.

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