Gilberto Amendola
Gilberto Amendola

Acampamento pró-Lula em Porto Alegre amanhece vazio

Barracas foram retiradas entre a noite e a madrugada desta quinta-feira

Gilberto Amendola e Marianna Holanda, Enviados especiais O Estado de São Paulo

25 Janeiro 2018 | 13h15

PORTO ALEGRE - O anfiteatro do Pôr do Sol, local onde os manifestantes pró-Lula e o MST estiveram acampados nos últimos dias em Porto Alegre, amanheceu vazio. As barracas foram retiradas entre a noite e a madrugada desta quinta-feira, 25. Nesta quinta, apenas uma equipe de limpeza trabalhava no local retirando garrafas e embalagens de plástico. Moradores já faziam caminhadas e andavam de bicicleta na região. Algumas caravanas deixaram o local mesmo antes do terceiro voto - isso porque a previsão inicial era de que o julgamento terminasse até às 15h.

+++ Julgamento de Lula no TRF-4

O perímetro de segurança nas redondezas do TRF-4, estabelecendo limites para circulação também começou a ser desfeito na noite dessa quarta. As grades foram retiradas por volta das 20h, cerca de três horas depois do resultado.

No Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), onde a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi confirmada, não havia mais nenhum indício da turbulenta terça e quarta-feira. O esquema de segurança foi reduzido e segundo a assessoria de imprensa da  Brigada Militar "a desmobilização será gradual, conforme a necessidade". No Tribunal, onde nessa quarta havia vários Brigadianos e atiradores de elite e helicóptero, nesta quinta apenas se via três homens da cavalaria e duas equipes de televisão. O expediente do Tribunal foi retomado às 13h.

+++ ANÁLISE: Lula segue candidato

O encontro das ruas Borges de Medeiros com a Andradas, conhecida como esquina democrática, e que foi palco do maior ato em defesa do Lula, amanheceu calma no dia seguinte da condenação do petista pelo TRF-4. O taxista Luis Carlos Rocha, cujo ponto foi “desfeito” no dia 23, comemorou a volta de normalidade. “As corridas diminuíram muito nos últimos dias”, contou. Apesar de terem recebido milhares de pessoas, os militantes preferiram se locomover a pé. No Mercado Municipal de Porto Alegre, localizado a poucos metros de onde esteve o carro de som utilizado por Lula, não fechou as portas em nenhum momento. Os comerciantes contam até que a manifestação ajudou no movimento de clientes e vendas. Hoje, o centro de Porto Alegre e o seu Mercadão voltaram à rotina.

Já no Parque Moinhos de Vento (O Parcão), local em que grupos anti-Lula se manifestaram nos últimos dois dias, com direito a banda e chope (pós-condenação ), o cenário era de volta à normalidade, com moradores da região fazendo cooper ou simplesmente sentados nos bancos. A única marca do dia anterior era uma faixa jogada no chão em que o ex-presidente Lula e a presidente cassada Dilma Rousseff eram satirizados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.