Acampamento indígena na Esplanada teve participação recorde

Em seis anos de movimento, este foi o de maior engajamento; cerca de 160 etnias estiveram presentes

Agência Brasil

08 de maio de 2009 | 15h57

Os mais de 1,2 mil índios que ocupam desde segunda-feira a Esplanada dos Ministérios voltam para suas terras no fim da tarde desta sexta-feira, 8. O resultado do 6º Acampamento Terra Viva é considerado positivo pelos organizadores. Em seis anos de movimento, este foi o de maior engajamento da população indígena brasileira, cerca de 160 etnias estiveram presentes.

 

"O nosso povo hoje está mais consciente do movimento indígena e da sua participação", afirma o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e Mato Grosso do Sul (Arpipan), Ramão Terena.

 

Do ponto de vista político, a avaliação não é tão positiva. A necessidade de anualmente reinvindicar os direitos indígenas é sinal da falta de ações políticas para proteger os direitos da índios. "Estamos cansados de entregar cartas, a gente quer ação. Documentos, a gente já entregou muito. Agora, queremos ação", diz Terena.

 

Durante a semana, o ministro da Justiça, Tarso Genro, visitou o acampamento e recebeu vários documentos, solicitando providências para problemas de cunho fundiário. A questão da demarcação de terras é a mais questionada pelos índios. As terras guarani, na região do Mato Grosso do Sul tem prazo até 30 de julho para ser demarcada.

 

Segundo o representante da Diretoria de Assuntos Fundiários da Fundação Nacional do Índio (Funai), Aluísio Azenha, o processo para demarcação da região será realizada a tempo. "O processo não está parado. Em junho, os antropólogos voltam a campo para a última etapa dos levantamentos". Azenha esteve no acampamento para informar os índios a respeito dos processos de demarcação de terras indígenas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.