Acampamento de manifestantes faz Assembleia de SP restringir entrada

Direção da Casa passou a exigir identificação e apresentação de documentos ao público; apenas funcionários têm acesso liberado

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2013 | 11h45

O acampamento de manifestantes instalado há quase duas semanas em frente à entrada principal da Assembleia Legislativa de São Paulo mudou a rotina da Casa. A entrada do público, antes liberada, agora tem restrições. Apenas funcionários estão dispensados da identificação obrigatória antes de entrar no local.

 

A decisão de exigir a apresentação de documentos está em vigor desde o começo desta semana e tem provocado longas filas na entrada secundária do parlamento paulista, por onde agora é feito o acesso. A direção da Casa adotou a medida por temer a invasão de manifestantes. Antes da permanência do grupo no local, até vendedores ambulantes circulavam pelos corredores para vender seus produtos nos gabinetes dos deputados. O clima na Casa é de apreensão, mas a permanência dos manifestantes é pacífica.

 

Enquanto isso, do outro lado da entrada, os cerca de 100 acampados tentam "emplacar" uma pauta de reivindicação com 25 itens, que vão da reforma política à derrubada de projeto de lei que restringe o poder de investigação do Ministério Público Estadual. O grupo consegui protocolar as exigências, entregues ao presidente da Assembleia, deputado Samuel Moreira (PSDB). O parlamentar respondeu com uma carta em que afirmou defender as "manifestações legítimas", mas que condena qualquer tipo de violência.

 

Na semana passada, um grupo de 30 integrantes do movimento Black Bloc fez visita de solidariedade aos acampados e fechou o trânsito nas redondezas. Parte dos manifestantes que integram o acampamento pertence ao movimento e defende a invasão da Assembleia.

 

A assessoria de imprensa da Assembleia informou que a mudança no acesso ao prédio foi um ajuste "necessário" e uma demanda da Polícia Militar. Antes dessa decisão, a Assembleia era mais liberal do que, por exemplo, a Câmara Municipal e o Congresso Nacional, mais rigorosos com a identificação e seleção das pessoas que acessam os locais.

 

 

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