?Acampamento de greve? manterá vigília na Esplanada

Para pressionar o governo, servidores federais de 30 categorias, de todo o País, decidiram instalar a partir de hoje na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, um "acampamento de greve", cuja missão é manter-se em permanente vigília até sexta-feira. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 80% do funcionalismo público, estima que 10 mil pessoas participarão do acampamento.

ANTONIO PITA, ANGELA LACERDA, JULIO CESAR LIMA, DANIEL CARDOSO, TASSIA KASTNER E ALINE RESKALLA, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 09h50

Por toda a semana, as categorias organizarão atos em frente a ministérios. As iniciativas são uma preparação para os encontros prometidos pelo governo federal - ele se dispõe a receber representantes de todas as categorias de hoje até sexta-feira. Entre as principais reivindicações dos servidores estão a reestruturação de carreiras e a realização de concursos públicos. Hoje, há reuniões confirmadas com servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

No resto do País, a semana começou sem turbulências, mas prometendo complicações para os próximos dias. Universitários do Rio de Janeiro e de Florianópolis bloquearam já na manhã de ontem a entrada de pessoas nas universidades federais.

A ação dos estudantes no Rio chegou a ter momentos de tensão, quando 30 alunos bloquearam a entrada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um policial ameaçou romper os cadeados para liberar o acesso de estudantes, professores e servidores.

"A greve virou partidária", afirmou o professor Francisco Teixeira, ao ver estudantes de outras faculdades tentando insuflar o movimento. Segundo ele, houve "conquistas substanciais" na questão salarial e era preciso voltar "para salvar o semestre". Estudantes reagiram dizendo que esse era "um posicionamento arbitrário" e que a volta fora decidida em uma reunião secreta".

Além disso, policiais federais do Paraná - parados desde o dia 7 - devem realizar hoje uma grande manifestação, que chamam de "Operação Milagre", no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Ontem, houve reunião das lideranças para um balanço do movimento.

Em Recife a operação padrão arrefeceu, mas em Belo Horizonte ela foi mantida no mesmo ritmo da semana passada. A Polícia Federal de Minas Gerais deixou de emitir cerca de 2.500 passaportes no Estado desde o início da greve, na terça-feira passada.

Segundo Renato Deslandes, presidente do sindicato da categoria, estão sendo encaminhados apenas 20% dos pedidos - 10 das 600 solicitações diárias. Depois de chamar a atenção para o movimento com a distribuição de uma pizza gigante no Aeroporto de Confins, no último domingo, o sindicalista diz que os agentes farão hoje nova uma operação padrão no local. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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