Acaba licença médica de Renan

Peemedebista pode prorrogar afastamento do Senado

O Estadao de S.Paulo

03 de novembro de 2007 | 00h00

Venceu ontem a licença médica de dez dias tirada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador pode prorrogar a licença por igual período, mas só deve anunciar sua decisão nesta segunda-feira. Renan tirou a licença médica logo depois de se afastar por 45 dias da Presidência da Casa, após ficar sem sustentação política para permanecer no cargo. Nesse período, que termina no dia 24 de novembro, ele tenta negociar sua absolvição nos cinco processos de cassação que continuam abertos no Conselho de Ética e na representação que está sob a análise da Mesa Diretora do Senado.Renan já foi absolvido pelo plenário de um pedido de cassação feito pelo Conselho de Ética por supostamente permitir que um funcionário da empreiteira Mendes Júnior pagasse despesas pessoais suas.Seu retorno à Presidência já está descartado. E o processo de sucessão foi aberto pelos próprios aliados. Caberá ao PMDB, como maior bancada do Senado, indicar o novo presidente da Casa. Enquanto isso, o senador Tião Viana (PT-AC) ocupa o cargo interinamente.PROCESSOSO próximo caso que o presidente afastado enfrentará será o processo que trata do suposto uso de laranjas na sociedade com o usineiro João Lyra num grupo de comunicação em Alagoas. Seu ex-sócio confirmou acusação e apresentou documentos que provariam que Renan teve participação nos negócios de mais de R$ 2 milhões em nome de terceiros. O relator do caso é o senador Jefferson Péres (PDT-AM).Ele ainda têm outros três casos na fila. Um diz respeito às acusações do advogado Bruno Lins, ex-marido de uma assessora parlamentar de Renan, que acusou um esquema de arrecadação de recursos em ministérios chefiados pelo PMDB. Outra trata sobre as suspeitas de tentativa de espionagem de dois senadores da oposição. A terceira é sobre suposto favorecimento ao grupo Schincariol, que comprou uma empresa de refrigerantes de seu irmão Olavo Calheiros.Há ainda uma sexta representação não enviada ao conselho sobre o envio de R$ 280 mil para uma empresa fantasma de um ex-assessor de Renan.

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