Abstenções inocentaram Renan, dizem senadores

Para parlamentares, a omissão de 6 senadores foi a grande responsável pela absolvição do presidente da Casa

12 de setembro de 2007 | 18h10

Após a decisão que absolveu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), senadores- tanto da oposição como da base aliada- apostam nas seis abstençoes como o "fiel da balança" para a absolvição de Renan.   Veja também: Especial: Renan escapa da cassação por 40 a 35  Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  'Absolvição macula política brasileira', diz especialista  Galeria de imagens: confusão, soco e discussões Confusão, soco e discussões marcam 'julgamento'   Blog do Piza: Indecorosa absolvição   'Calvário não é só de Renan, é do Senado' PT nega articulação para absolver Renan 'Vou para a igreja rezar', diz Renan após absolvição Deputados e senadores trocam socos antes de sessão Ouça áudio do tumulto no Senado  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado Enquete: você concorda com a absolvição de Renan?   O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que as abstenções foram de parlamentares do PT. "A surpresa foi o placar, só o PT desequilibrou a luta com os seis votos de abstenção", disse. Segundo ele, a absolvição de Renan desmoraliza a instituição do Senado. "Renan não tem condições de presidir a Casa, que está dividida", disse o senador.   O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente do PSDB, também apostou nas abstenções do PT para o grande desequilíbrio na sessão que absolveu o presidente do, Senado Renan Calheiros, foram as abstenções do PT. Ele se disse decepcionado com alguns senadores petistas que considerava de nível mas alto mas evitou mencionar quem seriam estes parlamentares.   Com os olhos marejados, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, afirmou que a maior decepção nesse processo foram as abstenções. "Eu estava preparado para o placar de 41 a 40 para que lado fosse, mas as abstenções mostraram uma covardia física de pessoas que já estavam protegidas pelo voto secreto", afirmou, voltando a dizer que os seis parlamentares que se abstiveram foram "extremamente covardes" e "indignos". Para ele, apesar da absolvição, a crise continua.     O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC) também criticou as abstenções que foram decisivas para a vitória de Renan Calheiros. "A abstenção é pior dos mundos. O voto contra e o voto a favor são respeitáveis", afirmou.   Um dos seis senadores que optaram pela absolvição, Aloizio Mercadante confirmou que chegou ao plenário disposto a apresentar uma declaração de voto pedindo que o julgamento fosse adiado uma vez que há outros processos contra Renan em tramitação no Conselho de Ética.   Agora ele defende a licença de Renan da presidência do Senado até que os outros processos sejam decididos pelo Conselho de Ética.

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