Absolvição de Pedro Henry revela acordão, diz relator

O relator do processo em que era pedida a cassação do mandato do ex-líder do PP, deputado Pedro Henry (MT), deputado Orlando Fantazzini (Psol-SP), afirmou que a rejeição do pedido em votação no Conselho de Ética da Câmara, por nove votos a cinco, "mostra o ´acordão´ em curso entre o PFL, o PSDB, o PP e PT." para livrar da cassação os acusados de envolvimento com o mesnalão. Fantazzini disse que já tinha conhecimento de que estava sendo "costurado" o acordão. "Só não imaginava que fosse se concretizar no voto aberto no Conselho de Ética, imaginei que fosse ficar para o plenário (onde o voto é secreto)", declarou o relator. Segundo ele, todos os elementos que constavam do processo de cassação do deputado Pedro Corrêa (PP-PE) persistiram no caso de Pedro Henry, mas foram ignorados.O Conselho aprovou por 11 votos a três o pedido de cassação de Corrêa, que ainda será apreciado pelo plenário da Câmara. Corrêa é acusado de receber R$ 700.000 do esquema mantido com o PT pelo empresário Marcos Valério Fernandes para pagamento de propina a deputados da base aliada ao governo. Pedro Henry é acusado de ser um dos coordenadores desse esquema dentro do PP. "No caso do deputado José Dirceu (PT), a palavra do Roberto Jefferson valia, mas hoje, aqui, de nada valeu", afirmou Fantazzini, referindo-se ao autor das primeiras denúncias de existência do esquema, o então deputado (já cassado) Roberto Jefferson, do Rio, que era o presidente do PTB.

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