Abraji repudia agressão da PM a fotógrafo no RJ

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou nota em que repudia a agressão do repórter fotográfico Pablo Jacob, de O Globo por policiais militares na terça-feira passada, dia 15, durante protesto no centro.

SERGIO TORRES, Agência Estado

17 de outubro de 2013 | 19h33

"A Abraji repudia este novo episódio de agressão, documentado em foto. Desde o começo dos protestos, em junho, houve pelo menos 85 casos de repórteres agredidos, hostilizados ou presos. Deste total, 20 ocorrências (agressões e hostilidade) envolviam manifestantes, e 65, policiais (agressão, hostilidade ou detenção)", diz a entidade no comunicado oficial.

Na nota, a Abraji informa ainda que "lamenta que a imprensa siga sendo alvo tanto de manifestantes quanto de agentes do Estado".

"Tentar cercear o trabalho da imprensa é atentar contra o direito à informação e um risco para a democracia", diz a entidade.

Pablo Jacob cobria o protestos dos professores em greve e os conflitos que se seguiram. A agressão ao profissional foi flagrada pelo fotógrafo freelancer Alexandro Auler. A foto de Jacob cercado por PMs, que o espancavam, foi divulgada em órgãos de imprensa e nas redes sociais.

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