Abraji monitora retirada de conteúdo na internet

Ao menos 71 pedidos de retirada de conteúdo da internet foram feitos por candidaturas à Justiça Eleitoral nas eleições deste ano. O Google do Brasil é o principal alvo, com 64 das ações. Alagoas é o Estado de origem do maior número delas, 14.

O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2014 | 02h00

Dados como estes estão disponíveis a partir de ontem na internet de forma visualmente clara e com filtros que permitem facilitar a busca sobre quem são, de onde vêm e quais são os principais autores e alvos dos pedidos de remoção de conteúdo (texto, fotos e vídeos).

A página www.eleicaotransparente.com.br é uma iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com o Google, os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha e os veículos de comunicação O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, UOL, Zero Hora e Gazeta do Povo.

O serviço foi criado para comprovar a sensação de que o número de ações desta natureza vem aumentando e alcança picos em anos eleitorais. "Não temos os dados para comparação, mas o sentimento empírico é este", disse o presidente da Abraji, José Roberto de Toledo. A página é colaborativa, alimentada por formulários preenchidos pelos meios de comunicação ou institutos de pesquisas alvos de ações. A partir dela é possível ter acesso aos processos.

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