Abin poderá participar de análise de documentos

A Advocacia-Geral da União (AGU ) conseguiu reverter a decisão inicial do TRF da 3ª Região (SP) e garantiu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) o direito de participar da abertura das documentos apreendidos pela Polícia Federal, no início de novembro, em sua sede. A busca de documentos fazia parte da investigação que a Corregedoria da PF abriu para saber se houve ou não irregularidades na Operação Satiagraha.Alegando motivo de segurança de Estado, a Abin pedira que o material apreendido fosse aberto com seu conhecimento. A Justiça negou acesso aos documentos e recusou pedido de reconsideração feito pela AGU. Ontem, a AGU entrou com pedido de "suspensão de segurança", acolhido pelo ao presidente do TRF. CPIO analista de informação José Ribamar Reis Guimarães confirmou ontem, em depoimento reservado à CPI dos Grampos, que coordenou um grupo de 75 agentes da Abin na Operação Satiagraha. Ele afirmou ter recebido "ordem formal" de seu "mais alto escalão" para isso. Dos 75 agentes, disse ele, 56 trabalharam em tempo integral na operação.

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