Abin discute risco de infiltração de guerrilha

O risco de guerrilheiros colombianos ingressarem em território de países vizinhos foi discutido em Brasília por integrantes dos serviços de inteligência do Brasil, da Colômbia e do Panamá, em reunião com a presença de observadores de outros 11 países, incluindo Estados Unidos e França. Presidido pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso, o encontro tratou de possíveis reflexos do Plano Colômbia na região e reafirmou o combate conjunto ao narcotráfico, ao crime organizado e ao terrorismo.Os serviços secretos, que já compartilham uma rede de troca de informações, trataram também do risco de migração das instalações de refino de cocaína, além do impacto ambiental do uso em larga escala de herbicidas para destruir plantações de coca. Desde o lançamento do Plano Colômbia, em 2000, o governo brasileiro teme que a ação militar no país vizinho provoque o deslocamento de guerrilheiros para o Brasil, além da poluição de rios. Mas o general Cardoso costuma repetir que a situação está sob controle.O encontro começou na quarta-feira e terminou hoje na sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O Plano Colômbia consiste numa série de ações sociais e militares, com ênfase no treinamento de tropas colombianas e fornecimento de material bélico pelo governo dos Estados Unidos para combater o narcotráfico. Para o governo americano, que investe cerca de US$ 1,6 bilhão no projeto, o sucesso da estratégia requer o ataque à guerrilha daquele país.Uma nova reunião será realizada em novembro, em Brasília. Hoje também participaram observadores da Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Espanha, Paraguai, Portugal, República Dominicana e Uruguai. Além do general Cardoso, o Brasil foi representado por membros dos ministérios da Justiça, das Relações Exteriores e da Defesa.

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