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Aberta sindicância contra Santoro e mais dois procuradores

O corregedor-geral do Ministério Público Federal, Wagner Gonçalves, informou que abriu uma sindicância, a pedido do procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, para apurar se o subprocurador-geral José Roberto Santoro e os procuradores Marcelo Serra Azul e Mário Lúcio Avelar tiveram conduta profissional irregular. Os três se envolveram nas investigações sobre a suposta cobrança de propina pelo ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz ao bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.Conforme pedido de Fonteles, Gonçalves vai analisar, na sindicância, se houve violação do princípio do promotor natural e se os três integrantes co MP cometeram ato de improbidade administrativa. Eles participaram de um encontro com o bicheiro, no qual Santoro pressionou Cachoeira a lhe entregar o original da fita em que Waldomiro aparece pedindo propina. Pelo princípio do promotor natural, quando o MP investiga um fato, essa investigação deve ser feita por membros do MP lotados na cidade em que o fato ocorreu. No caso Waldomiro Diniz, o local seria o Rio de Janeiro, uma vez que Waldomiro era presidente da Loterj na época dos fatos sob investigação.Em nota divulgada à imprensa, Wagner Gonçalves explica como será a tramitação da sindicância na Corregedoria. Informa que os preocedimentos correrão em segredo de Justiça e, encerrada a sindicância e havendo indícios de falta funcional, será aberto inquérito administrativo, e três subprocuradores serão designados para aprofundar as investigações. O resultado do trabalho da comissão será encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, sugerindo o arquivamento ou indicando a falta funcional. Cabe ao conselho dar a decisão sobre eventual aplicação de punições, que podem variar da simples advertência até a demissão. Wagner Gonçalves encerra a nota afirmando que tenciona esclarecer os fatos e apurar as possíveis faltas disciplinares no menor prazo possível.

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