Abate de animais será indenizado no RS

Um acordo definiu hoje o sacrifício de animais com sintomas de febre aftosa nos dois focos da doença que foram detectados em Santana do Livramento e Alegrete, no Rio Grande do Sul. Entidades rurais e o governo do Estado acertaram os detalhes da medida nesta sexta-feira depois de o governo ter concordado com o procedimento restrito a estas ocorrências.Os proprietários dos animais sacrificados serão indenizados por um fundo de erradicação da aftosa, mantido pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e Sindicato das Indústrias de Carne do Estado (Sicadergs). A Secretaria da Agricultura informou que irá acompanhar o procedimento, sem interferir.O acordo só valerá para estes dois casos e não servirá de precedente para outras possíveis manifestações de aftosa, ressaltou a Secretaria da Agricultura. O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hermeto Hoffmann, havia dito que esperava que o gesto tornasse viável a criação de um corredor sanitário para escoar a produção primária do Estado. "Se conseguirmos o corredor, os prejuízos comerciais serão extremamente diminuídos", acredita.Além desta medida, foi firmado um termo que pede a manutenção do Circuito Pecuário Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e uma posição do Ministério da Agricultura sobre o pedido de envio de 10 milhões de vacinas contra a doença. Outras duas questões foram formuladas ao ministério: garantia de trânsito dos animais para fora do Rio Grande do Sul e informações sobre possíveis recursos disponíveis para indenizações de produtores rurais atingidos pela aftosa. O Rio Grande do Sul pediu ao ministério a convocação de reunião do Circuito Sul para a próxima segunda-feira em Porto Alegre.

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