Abandono por aliados determinou saída de Palocci

Menos de 24 horas depois da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar as representações da oposição, o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci assistiu de seu gabinete, no Palácio do Planalto, a um teatro político desalentador. Em vez de uma base unida em torno de sua permanência no cargo, Palocci viu um PT engalfinhado, um PDT engrossando a lista de assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e o PR dizendo que o Planalto precisava "fazer uma cesariana para tirar o rei da barriga".

AE, Agência Estado

08 de junho de 2011 | 08h36

A temperatura da fogueira política aumentou quando a oposição, com a ajuda da base governista, começou a engordar a lista de apoio à CPI do Palocci, pulando de 18 para 23 nomes. Com mais dois senadores certos do apoio - Pedro Simon (PMDB-RS) e Itamar Franco (PPS-MG) - a oposição estava convicta de que chegaria às 25 assinaturas, a apenas duas do mínimo necessário, 27.

Os primeiros sintomas explícitos do desarranjo da base apareceram com o comportamento das bancadas petistas. Enquanto os deputados apoiaram a permanência de Palocci no cargo, os senadores, sob a liderança informal e confusa de Marta Suplicy (SP), acabaram, além de retirar apoio ao ministro, criando uma guerra política.

Marta acendeu o pavio da disputa interna ao propor, durante almoço semanal dos senadores petistas, uma nota de apoio a Palocci. A maioria rejeitou a ideia e disse que a função do partido era fortalecer o governo Dilma. Walter Pinheiro (BA), Delcídio Amaral (MS) e Eduardo Suplicy (SP) não estavam na reunião. O líder do partido, Humberto Costa (PE), irritou-se quando Marta, em minoria, apelou para a presença do presidente do PT, Rui Falcão, acreditando que ele poderia impor a decisão à bancada. "Isso foi iniciativa de gente que está querendo ser mais realista do que o rei ou protagonista dos fatos", reagiu Delcídio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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