Gerardo Lazzari / Divulgação
Gerardo Lazzari / Divulgação

Abag vai participar de manifesto da Fiesp que pede harmonia entre os Poderes

Texto, que deve ser divulgado na próxima terça-feira, diz que a harmonia 'tem de ser a regra' e que é 'primordial' que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição impõe

Isadora Duarte, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2021 | 15h28

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) está entre as entidades signatárias do manifesto que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está preparando com um pedido de harmonia entre os três Poderes. A confirmação da assinatura da Abag ao manifesto foi dada pelo presidente da entidade, Marcello Brito, há pouco ao Estadão/Broadcast. "Analisamos o manifesto e aceitamos participar pelo pedido de manutenção da democracia e harmonia entre os Poderes", disse Brito.

Segundo Brito, o convite para a Abag assinar o manifesto foi feito pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). "Sabemos que toda democracia tem momentos mais brabos e mais suaves, mas a democracia é o melhor sistema que temos, permitindo ajustes e negociações. Precisamos de harmonia entre os Poderes, liberdade para trabalhar e segurança jurídica no País", afirmou ele.

O manifesto da Fiesp, intitulado "A praça é dos Três Poderes" e que deve ser divulgado na próxima terça-feira, diz que a harmonia "tem de ser a regra" entre os três Poderes e que é "primordial" que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição impõe. No documento, entidades da sociedade civil dizem que "veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas". As entidades afirmam que o momento exige, mais do que nunca, aproximação e cooperação entre Legislativo, Judiciário e Executivo e que cada um atue com "responsabilidade nos limites de sua competência".

"O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população", diz o texto.

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