A UNE nem ama nem odeia Dirceu, diz presidente

O pedido do ex-ministro José Dirceu para que estudantes fossem às ruas defendê-lo, feito um mês antes de o Supremo Tribunal Federal começar a julgar o processo do mensalão, está fora das prioridades da União Nacional dos Estudantes (UNE). "Não está em nossa pauta realizar qualquer manifestação nesse sentido", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente da entidade, Daniel Iliescu, de 28 anos.

ISADORA PERON, Agência Estado

06 de novembro de 2012 | 08h58

Ex-líder estudantil nos anos 1960, Dirceu fez o pedido em julho, no Rio, ao discursar em congresso da União da Juventude Socialista (UJS), da qual Iliescu faz parte. Ligada ao PC do B, a UJS controla a UNE consecutivamente desde os anos 1990. Embora diga que não há nenhum ato de desagravo na agenda, o presidente da UNE afirma que nem o "mais fragoroso opositor de Dirceu" pode negar o papel que o ex-ministro, hoje condenado por corrupção e formação de quadrilha, teve na luta pela redemocratização.

"Como entidade, não está em nossa pauta hoje realizar nenhuma manifestação nesse sentido. Mas nem o mais fragoroso opositor de Dirceu pode negar o papel que ele teve na luta democrática, no movimento estudantil contra a ditadura militar. Isso, no entanto, não o exime dos erros que cometeu, assim como não nos exime de reconhecer o papel que ele teve na história", afirmou o dirigente estudantil.

"O Dirceu é uma figura polêmica, uns amam, outros odeiam. A UNE nem ama nem odeia, mas reivindica respeito por sua história. Não interessa à UNE o achincalhamento ou a crucificação de qualquer pessoa no Brasil", acrescentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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