Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

A tramitação na Corte

Ainda não há acusação formal contra os parlamentares e políticos citados na lista de Janot; só após a conclusão dos inquéritos é que o procurador-geral decide se oferecerá denúncias contra investigados

O Estado de S.Paulo

07 de março de 2015 | 02h02

Com as aberturas de inquérito autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, a Operação Lava Jato entra agora em uma de suas fases mais agudas, com a investigação de políticos, boa parte deles com mandato.

Os inquéritos vão apurar suspeitas. Ou seja, não há acusação formal contra os parlamentares e políticos citados na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que foi aceita quase que na íntegra pelo ministro-relator do caso no STF, Teori Zavascki. Só após a conclusão desses inquéritos é que Janot decidirá se oferecerá ou não denúncias contra os investigados.

Depois da denúncia, será a vez de o STF avaliar se aceita ou não abrir ações penais. Só então, após uma nova fase de análise, é que começarão os julgamentos. Por ter vários inquéritos, a Lava Jato também deve ter várias denúncias no STF, diferentemente do que ocorreu com o mensalão, cujas acusações foram concentradas em apenas uma peça.

Enquanto isso, na primeira instância, o juiz Sérgio Moro permanece conduzindo os casos envolvendo pessoas sem foro privilegiado. Entre elas os empreiteiros, os operadores e os ex-diretores e ex-gerentes da Petrobrás.

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