A Reconstrução do Brasil: a batalha contra os privilégios

A Reconstrução do Brasil: a batalha contra os privilégios

Série especial aborda os desafios do País depois do impeachment

José Fucs, especial para, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 23h19

O Estado brasileiro – gigante, pesado e lerdo – costuma ser comparado a um mamute. Seu peso se faz sentir sobre os cidadãos e as empresas de forma implacável. Ele se expressa nos impostos de Primeiro Mundo que os brasileiros têm de pagar, em troca de serviços de Terceiro Mundo, na burocracia que emperra o cotidiano das famílias e o desenvolvimento dos negócios e na corrupção endêmica, que cria dificuldades para vender facilidades. Mas, hoje, talvez, nada simbolize tanto o fardo que a sociedade tem de carregar para manter o mamute em pé quanto o funcionalismo e seus privilégios.

Na edição deste domingo, o Estado publica uma reportagem especial sobre o tema, a quarta da série “A reconstrução do Brasil”, dedicada à discussão dos principais desafios do País depois do impeachment. Na reportagem, o Estado mostra que, nos últimos anos, o número de funcionários públicos se múltiplicou e os gastos com os salários cresceu em ritmo ainda mais acelerado. Para conter as despesas com pessoal, resultado de aumentos generosos concedidos nos governos Lula e Dilma, o governo terá de mexer na Previdência do setor público, hoje responsável por mais de 50% do rombo previdencário.  Para acabar com os privilégios, terá de restringir a estabilidade no emprego, regulamentar a lei de greve e a sindicalização dos servidores e implantar a meritocracia.

Mais conteúdo sobre:
Terceiro MundoBrasilLula

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.